Apenas 1% dos pesquisados planejam poupar parte dos recursos. Em 2008, esse número era de 2%
Yolanda Fordelone
Os trabalhadores que receberão a primeira parcela do 13º salário no próximo dia 30 de novembro irão utilizar o dinheiro para o pagamento de dívidas, em vez de formação de poupança. Segundo uma pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), 64% dos consumidores pretendem pagar dívidas com o 13º salário -um resultado quatro pontos percentuais acima do que o registrado no ano passado (60%).
Apenas 1% dos pesquisados planejam poupar parte dos recursos. Em 2008, esse número era de 2%.
De acordo com a pesquisa, o aumento do uso do 13º salário para o pagamento de dívidas demonstra que a crise, além de provocar retração econômica, aumento do desemprego e dificuldade no acesso ao crédito, provocou uma elevação no endividamento dos consumidores.
Das dívidas a serem pagas, 40% são referentes a cheque especial, 29% de cartão de crédito, 10% para regularizar o nome no SPC/Serasa, 10% de prestações do comércio em atraso, 8% de financiamento e 3% de outros compromissos em atraso, como escola, telefonia e cheques, entre outros.
Aumentou também o percentual de pessoas que planejam usar o recurso para comprar presentes, de 15% em 2008 para 17% neste ano. Diferentemente do que ocorreu em anos anteriores, quando os brinquedos eram os produtos que mais atraíam os consumidores, neste ano os eletroeletrônicos e celulares são os que despertam maior interesse.
A pesquisa indica que 73% dos entrevistados desejam comprar celulares. Sobre o valor que será gasto, 67% pretendem gastar até R$ 500. A maioria pretende fazer compras com cartão de crédito (77%) ou à vista (72%).
Em 2009, diminuiu o número de pessoas que pretende aplicar o 13º salário para pagar despesas de início de ano (IPVA, IPTU, matrícula escolar, entre outros) ou comprar e reformar a residência. Em 2009, 10% dos entrevistados guardará o dinheiro para pagar despesas do início de ano, contra 11% em 2008.
O percentual de pessoas que utilizarão o recurso para a compra ou reforma da casa própria diminuiu de 3% em 2008 para 2% em 2009.
Outro número que caiu foi a quantidade de pessoas que já receberam parte ou todo o 13º ao longo do ano. No ano passado, 9% anteciparam o recebimento contra 6% em 2009.
A pesquisa foi realizada com 624 consumidores de todas as classes sociais, na cidade de São Paulo, no mês de outubro.
Fonte: A Gazeta - em 11/11/2009
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