Pesquisa considera dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados)
Da Redação
O pagamento do 13º salário deve resultar na injeção de cerca de R$ 85 bilhões na economia brasileira até o final do ano, segundo levantamento divulgado pelo Dieese. Este montante representa aproximadamente 2,8% do PIB (Produto Interno Bruto) do país.
Segundo a pesquisa, o valor engloba os trabalhadores do mercado formal, inclusive os empregados domésticos e beneficiários da Previdência Social, aposentados e beneficiários de pensão da União e dos Estados.
Segundo estimativa do Dieese, os R$ 85 bilhões devem ser pagos a 69.925 mil pessoas.
A pesquisa considera dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Menos salário - Os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 67%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 33%.
O emprego doméstico com carteira assinada participa com 2,7%.
São Paulo registra ainda o segundo maior valor médio (R$ 1.346), atrás apenas do Distrito Federal (R$ 2.398). O menor deve ser pago no Piauí, R$ 714.
Dívidas - Os trabalhadores que receberão a primeira parcela do 13º salário no próximo dia 30 de novembro irão utilizar o dinheiro para o pagamento de dívidas, em vez de formação de poupança.
Segundo uma pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), 64% dos consumidores pretendem pagar dívidas com o 13º salário - um resultado quatro pontos porcentuais acima do que o registrado no ano passado (60%). Apenas 1% dos pesquisados planejam poupar parte dos recursos.
Em 2008, esse número era de 2%.
De acordo com a pesquisa, o aumento do uso do 13º salário para o pagamento de dívidas demonstra que a crise, além de provocar retração econômica, aumento do desemprego e dificuldade no acesso ao crédito, provocou uma elevação no endividamento dos consumidores.
Das dívidas a serem pagas, 40% são referentes a cheque especial, 29% de cartão de crédito, 10% para regularizar o nome no SPC/Serasa, 10% de prestações do comércio em atraso, 8% de financiamento e 3% de outros compromissos em atraso, como escola, telefonia e cheques.
Fonte: Diário do Povo - em 11/11/2009
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